Por Maristela Leitão

Menos de um mês após o encerramento da Copa da África do Sul quem não se lembra da polêmica causada pelo barulho das vuvuzelas? Controvérsias à parte, a coisa é séria quando se trata de ruído no ambiente de trabalho. Nesse caso, limite e tolerância são palavras chaves.


Isto porque o efeito da exposição ocupacional ao ruído excessivo pode ocasionar até a perda da audição, além de outros efeitos extra-auditivos, passageiros ou irreversíveis. É o que afirma o pesquisador da Fundacentro, Irlon Ângelo Calmon.

Segundo o especialista, essas alterações dependem de vários fatores, entre os quais, a intensidade, a freqüência, o tempo de exposição e a distribuição do ruído ao longo da jornada.

“A suscetibilidade individual e até mesmo a própria percepção e atitude de cada indivíduo frente ao ruído” também influenciam”, ressalta Calmon.

Ele relata que os possíveis efeitos extra-auditivos do ruído são os distúrbios de comunicação, vestibulares (relacionados com o equilíbrio), do sono, circulatórios, comportamentais, alterações na atenção e concentração mental, no ritmo respiratório, ritmo cardíaco, aumento da irritabilidade e perturbações no trabalho que acabam alterando o rendimento do trabalhador.

O pesquisador recomenda: “para se resguardarem dos danos causados pelo ruído no ambiente laboral os trabalhadores deve ser orientados e capacitados sobre os efeitos da exposição e que resultados negativos o ruído provoca na sua qualidade de vida”.

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