Por Maristela Leitão

Criados em áreas específicas do ambiente de trabalho para abrigar fumantes a partir do anos 80, os fumódromos podem estar com os dias contados. É que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado um projeto que os elimina, acabando com a obrigatoriedade deles em recintos coletivos, privados ou públicos.

 

O autor do projeto é o senador Tião Viana (AC). Em sua justificativa o parlamentar alega que não existem meios técnicos eficazes para “proteger os não fumantes, principalmente os trabalhadores que labutam nesses ambientes – os recintos fechados – da ação dos poluentes que decorrem do tabaco”.

O texto do projeto ressalta ainda a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, adotada pela totalidade dos membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Assembléia Mundial de Saúde, realizada em 2003, que estabeleceu como um dos seus objetivos a proteção contra a poluição causada pelo tabaco, recomendando que ambientes livres de tabaco devem ser obrigação legal e não ações políticas voluntárias.

Segundo a Fundacentro, a poluição gerada pela queima de produtos derivados do tabaco em ambientes fechados, também chamada de Fumaça Ambiental do Tabaco (FAT), é composta pela soma da fumaça que sai da parte acesa do cigarro mais a fumaça que é exalada pelo fumante.

Somadas as duas emissões são colocadas no meio ambiente do fumante e de quem convive com ele, cerca de 4000 compostos, 200 tóxicos e cerca de 40 cancerígenos. Índices mais elevados que na fumaça tragada pelo fumante.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar